Dia de chuva.

Não há estrela

que agüente.

(O. Santos)

Amor traça

mapa morto

que ressuscita.

-o-

 

Na estação terminal,

um beco escuro,

sem saída.

-o-

 

Chuva forte

espanta

passarinhos.

-o-

 

Água que escorre

no meio fio

entulha meu coração.

-o-

 

Depois da seca,

Governo vive

de vendavais.

-o-

 

Nas ruas molhadas,

os carros derrapam

e batem.

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