Quem pisar
nos meus versos
vai ter!
(O. Santos)
Verão: cores.
Inverno: cinzas.
Amor: ai-ai-dolores!
-*-
Na mesa pós-jantar,
restos de açúcar,
surto de moscas.
-*-
Depois do vendaval
quem primeiro chega
é a desesperança.
-*-
Traidores desleais
são os únicos
criminosos irrecuperáveis.
-*-
De trás das grades
ainda se pode ver
uma nesga de céu.
Rebeldia.
Irreverência.
Rasgos dos 20 anos.
-*-
De frente para o mar
uma palavra ondeia:
liberdade.
-*-
No meu pedaço,
os nus e os loucos
mandam.
-*-
Abs.
O.Santos
Quem me vê assim
não sabe
do que sou capaz.
(O.Santos)
Saudade é
reencontrar amigo
que envelheceu.
Horizonte estreito
mais parece
corredor polonês.
Quando você pegou malas
para ir embora,
pedi: -Fica! Fica!
Tudo
que parece
é.
Abs.
O.Santos
Borboletas des-enrolam
os labirintos
da solidão.
Somos um,
dois, três mil
rostos na multidão.
No adeus,
não sobram
palavras.
Quem parte chora.
Quem volta
não fica mais.
Sonhar é sorrir
diante do
pelotão armado.
Sou barata.
Talvez, escorpião.
Nas horas mortas, homem.
(O.Santos)
Sobra hipocrisia.
Abunda traição.
Quem é falso elogia.
O coelho foge do gato.
O rato afia bigodes.
Todo felino amacia.
Rosa emudece.
Ao sabor do vento,
se despedaça.
Quem guarda segredo,
réu inconfesso,
tem dor de estômago.
Nem contra nem a favor.
Água morna vomita.
Evapora em pedra dura.
Dupla face.
De dia, sol.
De noite, as-sombra.
No exílio,
voltar é sonho
que não se realiza.
Converso comigo.
A resposta
não satisfaz.
Em território inimigo,
a palavra
é perfídia.
Paredes do quarto
nas caladas da noite:
boas conselheiras.
Às vezes,
o que é doce
amarga.
Borboleta azul:
vida breve
mas rutilante.
Coaxar de sapo
é mais bonito
no inverno.
Quem perde amor
tem insônia à noite
e cochila ao meio-dia.
Chuva de verão
na cidade mata mais
do que seca no Nordeste.
Quem partiu
poderá voltar.
Mas nada será como antes.
Abs.
O.Santos
|
||||
![]() | ||||
![]() | ||||
![]() | ||||
|
||||